É irónico da minha parte ainda procurar aquilo que já não existe. Aquilo que foi tudo na nossa vida (tanto na minha, como na tua), mas que ambos deixamos fugir, apesar de eu ter lutado sempre, incondicionalmente.
A verdade, é que existirão sempre marcas, sentimentos constantes, arrependimentos e saudades doentias, mesmo que a esperança de esquecer tudo seja maior. 
Existem coisas, pessoas, momentos, que marcam a nossa vida. Mas infelizmente, tal como toda a gente, eu também já perdi tudo isso de quem eu achava que seria para sempre. Mas, quando alguém nos marca de uma forma inesquecível, a gente sente falta, uma falta doentia que atormenta cada dia... Falta da pessoa mas a cima de tudo de cada momento, de cada palavra, de cada promessa. Promessas essas que tu esqueceste ou preferiste transmitir esquecimento, mas que hoje, eu sinto uma dor enorme por não as poder cumprir, do teu lado. 
Gostava de um dia poder dizer-te tudo o que sinto, tudo o que ainda me baralha e me faz pensar em ti, em nós, no que fomos. Mas sei que seria perda do meu tempo, só iria ganhar mais sofrimento, pois sei que aquele rapaz que estava para me ouvir e que sentia cada palavra minha, simplesmente já não está.
Mas sabes, eu sinto falta sim, saudade e aperto no peito sempre que ouço o teu nome, mas não sei se queria voltar a ter-te. Acredito que aquilo que é nosso está sempre connosco, se tu decidiste ir, foi porque o teu destino não era do meu lado.
Mas... Talvez um dia voltemos a encontrar-nos por aí, e recomecemos a nossa história, nunca se sabe.
Um dia, talvez.